Ajudem-nos a evangelizar.


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"Se os homens soubessem o que é a eternidade, fariam de tudo para mudar de vida."
Jacinta Marto

Lugar de católico é aqui.

" Senhor não permita que eu parta dessa vida, sem que eu evangelize e salve ao menos uma alma " Amém.

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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cultive a amizade


"A amizade é como os títulos honoríficos: quanto mais velha mais preciosa" (Goethe – 1749-1832).

Não preciso falar aqui da importância de se cultivar as boas amizades para ser feliz. O povo diz, com sabedoria, que “mais vale um amigo do que dinheiro o bolso”; é verdade. O dinheiro não resolve tudo, mas um bom amigo pode realmente resolver aquilo que o dinheiro não resolve. A Bíblia diz que quem conquistou um amigo, adquiriu um tesouro.

Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu livro "A Identidade", que “a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu". Chama os amigos de "testemunhas do passado" e diz que eles "são nosso espelho, através dos quais podemos nos olhar.”

Diz que “toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos. Os amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contraído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão.”

Há uma fábula antiga que mostra a importância da amizade concreta: é a da pomba e da formiga.

"A pomba percebeu que a amiga formiga caiu em um rio e se debatia para não morrer afogada; muito depressa a pomba tomou um pequeno galho no bico e colocou na água ao lado da formiga, e assim esta se salvou.

Passados os dias, um caçador apontava a sua espingarda para a mesma pomba, que dormindo no galho de uma árvore não percebeu o perigo que corria. Eis que a formiga viu; e antes que o caçador atirasse na pomba, jogou-se sobre ele e deu-lhe uma ferroada; o caçador errou o tiro e assim a pomba se salvou."

A verdadeira amizade nos socorre quando menos esperamos. Podemos esquecer aquele com quem rimos muito, mas nunca nos esqueceremos daquele com quem choramos. O laço da tristeza é mais forte que o laço da alegria. Os corações que as tristezas unem permanecem unidos para sempre.

Na prosperidade os verdadeiros amigos esperam ser chamados; na adversidade, apresentam-se espontaneamente. A fortuna faz amigos. A desgraça prova se eles existem de fato.

É preciso saber fazer e cultivar amizades; isso depende de cada um de nós; antes de tudo do nosso desprendimento e fidelidade ao outro. A grandeza de um homem é medida pela sua capacidade de comunhão. Quem busca um amigo sem defeito fica sem amigo.

Muito cuidado para não perder o amigo por uma futilidade. Seja amigo daquele que pode lhe ensinar muitas coisas, mesmo que ele tenha de lhe dizer verdades amargas. Uma amizade só é valiosa quando um faz o outro crescer.

Para conquistar um amigo é preciso criar um “deserto” dentro de si, aceitando que o outro venha ocupá-lo. Acolher o amigo é, em primeiro lugar, ouvir. São poucos os que sabem ouvir, porque poucos estão vazios de si mesmos, e o seu “eu” faz muito barulho. Se você souber ouvir, muitos virão lhe fazer confidências.

Se você quiser agir sobre o seu amigo, de verdade, para que ele mude, comece por amá-lo sincera e desinteressadamente. O maior esforço da amizade não deve ser apenas mostrar seus defeitos a um amigo, mas fazer com que ele veja os dele, sem lhe causar mágoa. O maior bem que podemos fazer a ele não é lhe oferecer nossa riqueza, mas levá-lo a descobrir a dele.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Santo André Apóstolo


Hoje a Igreja está em festa, pois celebramos a vida de um escolhido do Senhor para pertencer ao número dos Apóstolos.

Santo André nasceu em Betsaida, no tempo de Jesus, e de início foi discípulo de João Batista até que aproximou-se do Cordeiro de Deus e com São João, começou a segui-lo, por isso André é reconhecido pela Liturgia como o "protocleto", ou seja, o primeiro chamado: "Primeiro a escutar o apelo, ao Mestre, Pedro conduzes; possamos ao céu chegar, guiados por tuas luzes!"

Santo André se expressa no Evangelho como "ponte do Salvador", porque é ele que se colocou entre seu irmão Simão Pedro e Jesus; entre o menino do milagre da multiplicação dos pães e Cristo; e, por fim, entre os gentios (gregos) e Jesus Cristo. Conta-nos a Tradição que depois do Batismo no Espírito Santo em Pentecostes, Santo André teria ido pregar o Evangelho na região dos mares Cáspio e Negro.

Apóstolo da coragem e alegria, Santo André foi fundador das igrejas na Acaia, onde testemunhou Jesus com o seu próprio sangue, já que foi martirizado numa cruz em forma de X, a qual recebeu do santo este elogio: "Salve Santa Cruz, tão desejada, tão amada. Tira-me do meio dos homens e entrega-me ao meu Mestre e Senhor, para que eu de ti receba o que por ti me salvou!"

Santo André Apóstolo, rogai por nós!

domingo, 28 de novembro de 2010

Evangelho do dia (Matheus 24,37-44)

Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: 37“A vinda do Filho do Homem será como no tempo de Noé. 38Pois nos dias, antes do dilúvio, todos comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. 39E eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e arrastou a todos. Assim acontecerá também na vinda do Filho do Homem.
40Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado e o outro será deixado. 41Duas mulheres estarão moendo no moinho: uma será levada e a outra será deixada.
42Portanto, ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor.
43Compreendei bem isto: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada.
44Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá”.

1º Domingo do Advento

Amados irmãos e irmãs, neste final de semana estamos iniciando mais um Ano Litúrgico na vida da Igreja. Costumo dizer que, nós cristãos católicos, temos dois calendários diferentes: o calendário anual – secular – que se inicia a cada 1º de janeiro e o calendário litúrgico, que inicia no 1º Domingo de Advento.

Para nós católicos, este final de semana é ano novo, é ano litúrgico novo, que somos, pela Igreja, convidados a nos prepararmos para a grande visita (advento) daquele que virá: o Salvador, Cristo Jesus, que virá no Natal, assumindo a nossa humanidade, nascendo de uma Virgem, se fazendo igual a nós em tudo – exceto no pecado – para redimir a cada um de nós. Mas a pergunta é esta: Jesus já não veio? Como assim: Jesus nos visitará novamente? Vamos meditar sobre esta visita nestes quatro Domingos do Advento.

A Palavra deste final de semana nos ajudará a entendermos esta vinda de Jesus, sendo que Ele já veio.

Na 1ª leitura, do profeta Isaías, percebemos que ele, o profeta, emite uma profecia que, humanamente falando, é incabível para o momento histórico do povo de Judá. Judá encontra-se cercada de todos os lados; os povos vizinhos estão unidos para invadir e destruir Judá. Do rei Acáz até o último do seu povo, todos estão tremendo de pavor e medo, pois sentem o cheiro da destruição e da morte que estão eminentes. É neste contexto que Isaías profetiza, dizendo que as armas se transformarão em objetos de cultivo; que Jerusalém – a capital de Judá - será elevada sobre todas as montanhas, cidades e lugares, e todos os povos a ela acorrerão… Humanamente falando, um absurdo tal profecia. Mais ainda, passaram-se aproximadamente 2500 anos e esta profecia ainda não se realizou. O que dizer sobre isso?

O milagre da profecia de Isaías, para Deus, é uma via de mão dupla, ou seja, para que isso aconteça, é preciso que cada parte faça a sua parte; para dizer que, no que depender de Deus, esta profecia já está realizada, basta a cruz redentora a nos dizer e informar; todavia, no que depende do ser humano realizar a sua parte, Deus não moverá uma pena para fazer o que cabe a nós. Deus não fará aquilo que diz respeito a nós fazermos, pois Ele respeita a nossa liberdade; o amor é proposta, convite, oferta… Se não quisermos, Deus não quererá por nós.

No evangelho, vemos a resposta de um povo que não quer o milagre e, por isso, não faz a sua parte. Na primeira impressão que temos, parece que Jesus está falando de uma destruição escatológica que dentro de pouco tempo acontecerá; não, Jesus está falando daquilo que acontece quando não vigiamos; o que significa vigiar – e aqui está a alma da liturgia deste final de semana? Vigiar – tema deste 1º Domingo do Advento – significa acolher o Cristo que constantemente vem e está em nosso meio, mas que devemos reconhecer e sua presença e devemos colaborar para que constantemente venha e se faça justiça, amor, fraternidade.

Sim, este Jesus que veio virá com poder e glória e aí será o fim de tudo aquilo que compete a este mundo. Todavia, até lá, Ele – constantemente – continua a vir, mas se fará presente se fizermos a nossa parte no milagre. Jesus está, mas façamos a nossa parte na vivência do amor, da justiça e da solidariedade, para que Ele se faça visível e presente em nosso meio, em tantos corações que ainda não O conhecem.

Padre Pacheco,
Comunidade Canção Nova.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Fiéis do Rio de Janeiro se unem em momento de oração pela paz



A Arquidiocese do Rio de Janeiro promove neste sábado, 27, um "clamor de paz" pela cidade.

A partir das 22h, o arcebispo metropolitano, Dom Orani João Tempesta, irá presidir um momento de adoração a Jesus Eucarístico, com transmissão ao vivo pela Rádio Catedral FM 106,7.

Todas as comunidades da arquidiocese foram convidadas a se unirem, pelo rádio, num momento de intercessão, até a meia-noite, "para pedir a intervenção de Deus para que cesse a violência no Estado".

"A intenção é reunir os fiéis pelas ondas da Rádio para que, em suas comunidades de origem – onde os sacerdotes encerrarão o encontro dando bênçãos com o Santíssimo Sacramento - ou mesmo em suas casas, todos façam das duas horas de oração um intenso momento de intercessão pelo Rio de Janeiro", explica a nota divulgada no site da arquidiocese.

Rogando à intercessão do padroeiro da cidade, São Sebastião, e à Nossa Senhora da Penha, a Igreja do Rio de Janeiro "se unirá em oração, plena de confiança em Deus, de que as autoridades tomem as decisões corretas para que, em breve, os cidadãos possam voltar a viver a verdadeira paz de Cristo", conclui a nota.

Participe dessa grande corrente de oração.

Que a Paz do Senhor reino sobre todos nós. Amém.

A cura e a libertação pela Sagrada Escritura


No Evangelho de São Marcos aprendemos que a cura e libertação acontecem pela Palavra e pelo Corpo de Jesus. Em Marcos 1,23-26 lemos sobre o Senhor libertando um homem de um espírito impuro apenas com Sua palavra: "Cala-te e sai dele". Em Marcos 1,30-31 Cristo cura a sogra de Pedro com Seu toque: "[...] tomando-a pela mão, levantou-a e a febre a deixou". E em Marcos 1, 40-42 temos Jesus unindo as duas coisas – Palavra e Corpo – para curar um leproso: "[…] o tocou, dizendo: 'Eu quero, fica purificado'".

Por isso a Santa Missa é o ápice da nossa oração, pois nela recebemos Jesus na Sua Palavra e no Seu Corpo. E também por isso precisamos nos aprofundar na leitura das Sagradas Escrituras, para que, pela Palavra de Jesus, nos tornemos, cada vez mais, pessoas curadas e libertas.